[MES e LES] Como uma montadora implantou rastreabilidade por VIN na montagem de veículos - Automotivo - Sequor Digital Solutions

Planta automotiva que monta veículos em regime CKD para uma montadora global parceira, com cinco linhas de montagem.

Uma planta automotiva do Nordeste monta veículos em regime CKD para uma montadora global parceira. O carro é montado e testado na origem e desmontado, e todas as peças, inclusive a carroceria, seguem para a planta, que remonta o veículo aplicando os torques de fixação corretos. Durante a análise de requisitos, a planta ainda estava em obra, e o único sistema corporativo previsto era o ERP. O requisito central era garantir que cada peça retirada do veículo voltasse para a mesma carroceria e que cada aperto ficasse registrado, com torque e ângulo, na história daquele carro.

A Sequor implantou a Plataforma MOM na planta nova: o MES Sequor nas cinco linhas de montagem, conectado às apertadeiras e ao ERP por API, e o LES Sequor para a matéria-prima que chega em contêiner. A solução foi contratada em 2025 e opera nas cinco linhas desde 2026, com 23 pontos de coleta e 8 Andons. A rastreabilidade é por VIN: a lista de materiais seriada que vem do ERP liga o chassi ao número de série de cada componente, e produção, aperto e qualidade ficam registrados no mesmo sistema.



Desafio

Em uma montagem CKD, o carro chega desmontado e a identidade dele depende de cada peça voltar ao lugar certo. O cliente definiu como requisito essencial que toda peça retirada do veículo para envio separado fosse montada na mesma carroceria e que todas as validações de torque e ângulo ficassem armazenadas em banco de dados, para a rastreabilidade do produto final.

O fluxo físico somava outras dificuldades. O material chega em contêiner e precisa ser conferido, endereçado no estoque amarrando caixa, carroceria e posição, liberado para a linha por lote e separado em kit por carro. Falta de peça, peça errada, avaria ou defeito tiram o veículo da linha até a peça correta chegar. A liberação final do carro depende de evidências reunidas ao longo do processo: validação dos torques, dos componentes e dos testes elétrico e de pista.

Havia também o contexto do projeto. A planta estava em obra durante a análise de requisitos, feita de forma remota, e a diretriz do cliente era implantar um sistema padrão com o mínimo de customização, por prazo e custo. Não existia sistema de execução anterior, e a planta partia só com o ERP.


Ideia

A solução foi montada em torno do VIN: produção, aperto e qualidade ficam registrados por carro no MES Sequor, e a matéria-prima é controlada pelo LES Sequor na mesma plataforma.

Rastreabilidade por VIN. O ERP envia ao MES a lista de materiais seriada, em que cada componente tem número de série vinculado ao produto, e os contêineres com os seus itens. Com isso, o chassi da carroceria fica ligado ao serial de componentes como suspensão, roda e bateria. O cliente definiu, na análise de requisitos, quais informações compõem a rastreabilidade do carro em cada posto. O resultado aparece em relatórios tabulares e em PDF de rastreabilidade por VIN e em dashboards de rastreabilidade por VIN e por característica.

Aperto. Em cada linha, o MES está conectado a cinco apertadeiras eletrônicas e a dois torquímetros eletrônicos. A conexão atende ao requisito de gravar torque e ângulo de cada aperto na rastreabilidade do carro. O hardware foi especificado pela Sequor e adquirido pelo cliente.

Execução e qualidade. Cada linha tem dois terminais fixos nas bancadas e um tablet no fim da linha. O operador entra com crachá, inicia a ordem, justifica a parada e aciona qualidade ou manutenção pela Cadeia de Ajuda. A qualidade faz as inspeções periódicas de cada linha no tablet, o reparo e o reparo de pintura apontam defeito por avaliação do carro e o teste de rodagem registra os lançamentos do teste. Documentos de processo ficam disponíveis no terminal. Oito Andons, um no fim de cada linha, um no teste de rodagem, um na montagem de kit e um na gerência, mostram produtividade hora a hora, paradas e OEE.

Integração com o ERP. A troca é por API, em quatro fluxos: a lista de materiais seriada e os contêineres chegam do ERP, e o apontamento de produção e o scrap voltam para ele. A integração cobre os fluxos de que a rastreabilidade depende.

Logística de matéria-prima. O LES Sequor cobre matéria-prima e insumos produtivos: recebimento e conferência por leitura de QR Code no celular, cega ou aberta, com checklist e foto; movimentação e armazenagem com endereço de destino sugerido pelo sistema; picking para as linhas; expedição com dupla conferência; inventário com contagem dupla ou tripla; e o Índice de Qualidade Logístico. A arquitetura prevê 8 tablets e 3 impressoras de etiqueta no recebimento, na movimentação de estoque, no unboxing e na montagem de kit.

Sustentação. O SLA foi contratado junto com o projeto. Depois, a cobertura foi ampliada para técnico presencial no primeiro turno, atendimento remoto no segundo e plantão telefônico no terceiro.


Ganhos

  • Rastreabilidade por VIN nas cinco linhas, com a lista de materiais seriada vinda do ERP ligando cada chassi ao número de série dos componentes montados nele.
  • Ferramentas de aperto ligadas à rastreabilidade: apertadeiras e torquímetros eletrônicos conectados ao MES para o registro de torque e ângulo por carro.
  • Produção e qualidade no mesmo registro, com inspeções periódicas, defeitos de reparo e de pintura e lançamentos do teste de rodagem apontados no sistema que controla a linha.
  • Integração por API com o ERP em quatro fluxos, com apontamento de produção e scrap enviados ao ERP pelo próprio MES.
  • Paradas justificadas no posto e chamada de qualidade ou manutenção pela Cadeia de Ajuda, com produtividade hora a hora, paradas e OEE em 8 Andons.
  • Execução digital em planta nova, com apontamento de OK e NG por ordem no terminal e login por crachá, sem sistema de execução anterior a substituir.
  • Logística de matéria-prima na mesma plataforma do MES, com recebimento por QR Code, endereço sugerido pelo sistema e picking para as linhas.
  • Escala em crescimento: cinco linhas, 23 pontos de coleta e 8 Andons, licenças de coleta adicionais e análise contratada para levar sistema, rastreabilidade e integração com o ERP a uma nova linha de montagem.

A rastreabilidade por VIN é o centro da entrega. Ela depende da lista de materiais seriada que chega do ERP, do aperto registrado pelas ferramentas conectadas e dos apontamentos de qualidade feitos no mesmo sistema, e é essa combinação que liga cada carro ao que foi montado nele. Depois da entrada em operação, a planta ampliou as licenças de coleta, reforçou a sustentação e contratou a análise para uma nova linha, que parte do mesmo sistema, da mesma rastreabilidade e da mesma integração com o ERP.