[MES] Como um fabricante de autopeças padronizou a produção com MES - Automotivo - Sequor Digital Solutions

Sistemista automotivo Tier 1 de um grupo global, com quatro plantas no Brasil e produção e logística operando sobre a mesma plataforma.

A operação brasileira de um grupo global de sistemas automotivos Tier 1 tem quatro plantas em quatro estados. A relação com a Sequor começou com um projeto estruturado pelo próprio cliente para três frentes ao mesmo tempo: duas fábricas em uma cidade e uma linha em outra. A empresa entregou especificação própria e o levantamento dos equipamentos de cada fábrica, com um objetivo definido: coletar o sinal das máquinas, controlar produção e paradas e calcular OEE em uma base comum às plantas.

A Sequor implantou o MES Sequor com coleta de chão de fábrica. O modelo desenvolvido em uma das plantas passou a ser o padrão do cliente, e essa planta contratou depois o LES Sequor, que leva a mesma plataforma para a logística, da portaria ao romaneio. Na sequência, o cliente contratou a replicação do padrão em uma terceira planta, integrada a outro ERP. A solução está em produção e segue em expansão, com novas linhas nas três plantas que usam o MES, o controle de tráfego interno contratado para outras duas plantas e um contrato de suporte que hoje cobre as quatro unidades. No chão de fábrica, é o sistema que registra o que cada máquina produz, quando ela para e por quê, e que reporta essa produção ao ERP da planta.


Desafio

O ponto de partida era dar à gestão uma leitura comum da produção em fábricas diferentes. O cliente precisava calcular OEE, controlar produção e paradas e gerar relatórios e dashboards a partir de duas fontes: o sinal das máquinas e o apontamento feito pelos operadores. O desenho também previa que a coleta continuasse funcionando quando a rede corporativa ou o computador do posto ficassem indisponíveis, para que produção e paradas não ficassem sem registro nesse intervalo.

O segundo desafio era de escala. Cada planta tem seu parque de máquinas e seu ERP, e duas das plantas usam ERPs diferentes entre si. Levar o MES a uma nova unidade sem reconstruir o sistema pedia um padrão capaz de aceitar outro ERP e outro conjunto de máquinas mantendo a mesma lógica de produção, paradas e qualidade. Na terceira planta, o terminal ainda precisava reportar ao ERP a produção intermediária e final, imprimir etiqueta e registrar o peso das balanças.

Na logística da planta que servia de modelo, há duas operações, After Market e Fábrica, que passam por recebimento físico e fiscal, armazenagem, produção, expedição e romaneio. Antes de contratar o sistema, o cliente fez uma análise de requisitos e negócios de 30 dias, com entrevistas a Engenharia de Processo, Engenharia de Manufatura, Qualidade, Manutenção, TI, supervisores, líderes e operadores, para definir como MES e LES seriam implantados. As melhorias mapeadas nessa análise viraram o escopo do LES. Com o sistema presente nas quatro plantas, a sustentação também precisava cobrir todas elas.


Ideia

A Sequor organizou a entrega em quatro frentes sobre a mesma plataforma.

Coleta e execução. Um CLP instalado junto a cada máquina lê os estados de operação: manual, automático, parada, em ciclo, em alarme, peça OK e peça NOK. O CLP guarda até um dia de dados, e por isso a coleta não se perde se a rede ou o computador caírem. No terminal de coleta, o operador faz login, consome a ordem de produção, justifica as paradas hora a hora e aponta a qualidade. Sobre essa base rodam os módulos do MES Sequor: controle de produção e de paradas, OEE, checklist da qualidade, CEP, controle de ferramentas, GED, matriz de habilidades com checklist de EPIs e TPM. O TPM tem intertravamento: o equipamento não entra em operação se o checklist não for executado. O Andon mostra nas TVs do chão de fábrica os indicadores e os chamados da cadeia de ajuda, e o responsável recebe cada chamado por e-mail. O escopo inicial contemplou 60 terminais de coleta e 61 Andons nas três frentes, com servidores separados de dados, aplicação e serviços em cada site.

Padrão replicável. Na terceira planta, o MES entrou como roll-out do padrão da planta modelo, inclusive relatórios e dashboards. O único desenvolvimento novo foi a integração com o ERP local, que passou a entregar ao MES as mesmas informações que o ERP das outras plantas entrega. O escopo previa 23 terminais de coleta com leitor de crachá e scanner, 25 máquinas integradas por CLP, 19 delas em comunicação de alto nível via Ethernet por um componente proprietário de integração da Sequor, 10 Andons, impressoras de etiqueta e balanças, com a produção reportada ao ERP direto do terminal. Mais recentemente, o cliente contratou a extensão do mesmo sistema a cinco postos em outras linhas da planta.

Logística na mesma plataforma. Na planta modelo, o LES Sequor cobre as operações de After Market e Fábrica: portaria, recebimento físico e fiscal, WMS, previsão de vendas, planejamento, produção, expedição e romaneio. O escopo, com prazo de execução de 18 meses, previa 121 terminais, entre tablets industriais Android e Windows com leitor de código de barras que atendem tanto o LES quanto o MES, 13 Andons, impressoras de etiqueta e a integração de 42 CLPs fornecidos pelo cliente. MES e LES rodam na mesma plataforma e trocam dados por uma API de integração. Depois, o cliente contratou o módulo de Controle de Tráfego Interno do LES para outras duas plantas, que registra entrada e saída de veículos, faz o checklist do veículo com fotos em aplicativo móvel e apoia o lançamento das notas fiscais no ERP.

Sustentação. O suporte segue um contrato de SLA estruturado em práticas ITIL, com sistema de chamados ao qual o cliente tem acesso de visualização, relatório mensal de incidentes e análise de causa raiz de incidente crítico quando solicitada. Um técnico de desenvolvimento fica residente na planta modelo e as demais plantas são atendidas remotamente, com tempo de resposta emergencial definido por planta. O contrato hoje cobre as quatro unidades.

Cada perfil usa uma parte da mesma base. O operador aponta produção, paradas e qualidade no terminal e executa o checklist de TPM, e na terceira planta entra com o crachá e imprime a etiqueta do produto no próprio posto. Key users e gestores contam com relatórios, Andon web e dashboards na web e no celular. Na logística, portaria, recebimento e expedição operam com tablets e leitor de código de barras. O sistema foi ampliado em ondas, e cada ampliação entrou como escopo próprio sobre o sistema já instalado, com novas linhas de fundição, pintura, montagem, usinagem, alternadores, conectores, injetoras e HVAC, além do armazém do After Market.


Ganhos

  • Padrão único de MES entre plantas: a terceira planta recebeu o sistema da planta modelo, com relatórios e dashboards, e o único desenvolvimento novo foi a integração com o ERP local.
  • Integração com ERPs diferentes, com a produção intermediária e final reportada direto do terminal na planta que usa um ERP distinto das demais.
  • Coleta automática do estado da máquina e da peça OK ou NOK pelo CLP, com buffer de um dia que evita perda de dado quando a rede ou o computador ficam indisponíveis.
  • Paradas justificadas no posto, hora a hora, e cadeia de ajuda com chamado no Andon e e-mail ao responsável, o que deixa com a gestão o motivo registrado das paradas.
  • Manutenção e qualificação dentro do fluxo de trabalho: o TPM impede a máquina de operar sem checklist, e a matriz de habilidades vem acompanhada do checklist de EPIs.
  • Produção e logística na mesma plataforma, com o LES cobrindo da portaria ao romaneio em duas operações e trocando dados com o MES por API.
  • Crescimento sem troca de sistema, com novas linhas em três plantas entrando como escopo sobre a plataforma já instalada.
  • Sustentação única para as quatro plantas, com técnico residente em uma delas, atendimento remoto nas demais, relatório mensal de incidentes e análise de causa raiz de incidente crítico.

A coleta pelo CLP, com o buffer contra queda de rede, sustenta o OEE e o controle de paradas em cada linha. O padrão construído na planta modelo permitiu levar o mesmo sistema a outra unidade trocando só a integração com o ERP, e a mesma plataforma recebeu a logística da planta modelo e as novas linhas das três plantas com MES. Com um único contrato de suporte cobrindo as quatro unidades, produção e logística do cliente operam sobre uma base comum entre plantas, ampliada escopo a escopo.